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As vezes eu não preciso ficar aqui mas não consigo ir à lugar algum
eu tenho mania de criar muros enormes e poços profundos
meus olhos não conseguem ignorar o que o coração ja sentiu
ou não é o coração porra nenhuma, é apenas a carne, um vazio
não sou muito esclarecido quanto a isso
ou o que faço é apenas esconder um pouco
as coisas que surgem quando me encontro meio louco
com tudo o que a minha impaciência só aumenta
com álcool, cigarros e isso cada vez mais me atormenta
e então lá estou eu de novo com meus pensamentos
misturados à meus olhos trincados, tão envergonhados.
um palhaço de aço que ainda ri quando por dentro chora
e depois que todos vão embora da cabeçadas pra ver se isso tudo piora
parece gostar tanto de errar, de esperar sua vez passar
de ser as vezes tão intransigente pra causar um impacto diferente
fica remoendo até mesmo o presente, roendo a unha, rangendo os dentes
e se eles um dia caírem todos da boca acho que é o espelho que então vai sorrir
pra que eu desista e diga então que se foda e entenda que ja esteja na hora de ir.
mas não!, por enquanto meus dentes ainda estão aqui
pra mastigar o que um dia eu mesmo me fiz engolir,
junto com o choro e aquelas vozes em coro
soando por toda parte, em minha cabeça
mastigo tudo e espero que eu não adoeça,
que eu não esqueça a minha cabeça em qualquer lugar.
é que eu tenho mania de quase nunca estar
onde um dia até eu mesmo desejei
espero que eu um dia possa enfim repousar
meus pensamentos sobre meu coração
e vê-los pulsar e não mais perder a razão
aí pode ser que também seja a hora
de dizer à mim mesmo - cai fora!

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Jamais conheci maneira completamente segura de conseguir ser feliz. Com frequência eu até me esforcei na tentativa de planejar fazer algo ou minimamente estabelecer novos planos só pra não perder-me de vista entre os mínimos atos possíveis ou absurdos realizáveis até o fim de mais este dia repleto de tédio. Me esforcei muito! E algumas vezes me arrisquei tanto que quase pensei que seria capaz de me planejar por mais alguns dias depois... Só que eu jamais compreendi o bastante nas mínimas vezes em que estive diante das armadilhas que me foram pregadas, arapucas feitas de marteladas que quase nunca se importaram com praticamente nada que de certa forma ainda precisasse e quisesse resistir a tantas pancadas, a tantos intervalos sádicos, que provavelmente se importavam menos ainda com um próximo instante ou porvir. Quem vai me provar que não somos também, que não existimos e agimos feito esse mesmo martelo, que quem sabe noutroras, daqui a pouco, vai me bater como quem nada sabe ou como quem não quer saber o que ainda virá amanha! Enquanto eu jamais me senti pronto pra tanto ou pra nada, sempre que pude eu tentei aproveitar minhas sensações da maneira mais competente possível mesmo que eu ainda estivesse diante das mesmas situações e com a maior das complicações. A cada oportunidade que tive fiz o que pude por mais que ainda não conseguisse aproveitar minhas melhores sensações da melhor maneira possível mesmo que novamente diante das mesmas situações, com a menor das complicações. Mas preciso admitir a competência que sempre tive em estragar quase tudo que algum dia eu tive habilidade e a vontade de poder conquistar, sem querer sempre agi como quem na verdade só quis estragar quase tudo Sempre busquei o melhor esperando o pior Sempre busquei o melhor por mais que no fundo eu só me sentisse cada vez pior

Jamais conheci maneira completamente segura de conseguir ser feliz. Com frequência eu até me esforcei na tentativa de planejar fazer algo ou minimamente estabelecer novos planos só pra não perder-me de vista entre os mínimos atos possíveis ou absurdos realizáveis até o fim de mais este dia repleto de tédio. Me esforcei muito! E algumas vezes me arrisquei tanto que quase pensei que seria capaz de me planejar por mais alguns dias depois... Só que eu jamais compreendi o bastante nas mínimas vezes em que estive diante das armadilhas que me foram pregadas, arapucas feitas de marteladas que quase nunca se importaram com praticamente nada que de certa forma ainda precisasse e quisesse resistir a tantas pancadas, a tantos intervalos sádicos, que provavelmente se importavam menos ainda com um próximo instante ou porvir. Quem vai me provar que não somos também, que não existimos e agimos feito esse mesmo martelo, que quem sabe noutroras, daqui a pouco, vai me bater como quem nada sabe ou como q...
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