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Mostrando postagens com o rótulo quase coisa nenhuma

Inócua Iniquidade

Minha opinião é a de que tudo talvez simplesmente se refira ao modo com que aprendemos a olhar para cada situação ou como cada situação (coisa muitas vezes já pronta), ignora qualquer um que se depara com ela. Que nada está verdadeiramente pronto todos estão mais do que carecas de tanto saber, mas partindo dessa ideia, fica claro portanto, que tudo está sempre em constante mudança. Há milênios o ser humano admira o céu e este céu olha de volta pro homem até hoje como se parecesse com o mesmo céu estático e estupefato de antigamente, nem por isso a lua ou o sol, as estrelas ou as suas constelações deixaram de mudar de lugar no espaço tempo durante. Certo é que estes sempre continuaram mantendo suas órbitas constantemente. Só que às vezes sugerindo um movimento pequeno e irreconhecível que esteve relacionado a distancia e o tempo que estas órbitas percorrem e outras vezes sugerindo um movimento pequeno e irreconhecível mas que está relacionado a distancia e o tempo do olhar de quem ...

Lavatório do Caos

Debruçado sobre o lavatório, abri a torneira, tapei o ralo que havia na bacia e fiquei por algum tempo a ver jorrar a esperança dentro dela. Até então nada de novo, mas percebi que bem aos poucos esta esperança a bacia foi enchendo. Fechei a torneira logo em seguida , e retirando a tampa do ralo, vi que a mesma esperança foi se escoando de gole em gole. Goles que se não tinham qualquer coisa de humanos, eram cada vez mais tortuosos e profundos. Seria então esta a tal respiração que há no ralo? Ainda que seja, ou jamais! Por que só agora eu fui me dar conta de que esta respiração é a mesma que se dá dentro de mim? Talvez fosse por causa dessas incontáveis distorções que com o tempo acabaram se tornando meu costume. Não tendo educação suficiente pra saber como agir diante de tanta coisa fria e reta, inevitavelmente talvez eu tenha acabado me tornando também mais do que propenso a cometer toda e qualquer espécie de tolice que é possível. Tolices, ora pois, que nem mesmo são tão ingênuas ...
É admirável toda vontade de vida? Por que não seria também admirábil a vontade de por tudo a perder? De uma só vez. Se é verdade que cada um tem mais que obrigação de saber nem que seja minimamente de si, talvez também seja verdade que cada um tem também o direito de não estar nem aí, seja diante do espelho ou seja diante de qualquer valor ou juízo pré estabelecido. Só que justo eu, que ainda acho que qualquer pergunta ou resposta forçada a ser generalizada sempre termina em equívoco, ainda assim me pergunto: Viver num mundo pensado e organizado por um pequeno mas bem (intencionalmente mal) agrupado número de canalhas, que não fazem nada além de impor valor e tirar proveito do pouco que é aprendido e produzido por tantos outros seres irreconhecidos, quantas vezes não faz a felicidade (assim como o açúcar é para as formigas), raramente parecer ao alcance ou durar tempo suficiente pra saciar tamanha ilusão?
É a galinha bota ovo ou é o ovo que bota a galinha?
Quociente aritmético, razão por diferença, mínimo de inteligencia? Antes ser sujeito que ainda tranquilo admite conscientemente estar ferrado por si mesmo, do que ter que sujeitar-me a ser absolvido pela bondade de uma mão quase sempre inconsciente e inconsistente de terceiros.

Paródia Plausível de Uma Mentira Sincera

Ninguém tem pena das pessoas Tristes. Mas ora essa, ter pena delas pra que? Adoram suas angústias, inseguranças, dúvidas existenciais dilacerantes mas apesar disso tudo é justamente isso que não funciona na nossa sociedade. As pessoas com problemas são sempre mais desinteressantes. Já, os tontos, não tem interesse nenhum porque são felizes. São felizes, são tontaços, não podem ter graça nem salvação. Senso assim muito dos desafortunados (a própria palavra tem um soar repelente, rimador de "javardo") vêem-se obrigados a fingir a dor que deveras sentem, só para poderem "brincar" com os outros meninos. É assim. Chega um triste ao pé de alguém e diz que não sabe se há-de ir beber uma cerveja ou matar-se. E pergunta, depois de ter feito o inventário das tristezas das últimas 24 horas: E tu? Sempre bem disposto, não?. O que é que se pode responder? Apetece mentir e dizer que o seu gato só falta falar, que sua namorada come na sua mão, que todos os que te conhecem estã...
Preferi cuidar de regar as flores que ainda mantenho por perto. Bem sei que até poderia ter inventado um regador bem enorme. Pra tanto bastaria que eu o desejasse muito, que me esforçasse o suficiente em criá-lo. E este regador poderia então alcançar muto mais longe. Contudo, não deixaria de haver um enorme problema também. Sozinho eu ainda me sinto incapaz de conduzir e de canalizar a força da água pra que esta alcance até lá, naquela flor bem distante que eu não tenho mais braços nem forças pra alcançar. Escolhendo então ser justo comigo e com as flores, rego as que ainda tenho por perto e não mato mais nenhuma que esteja distante. Nem por falta, nem por esquecimento, e muito menos por qualquer presunção de minha parte. Vou simplesmente aprendendo a cuidar das que estão aqui crescendo comigo, pra de passo em passo aprender a cuidar das flores que estão do lado de lá.