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Rítmo e dança da Vida, melodia que leva à morte

Dança, dança engrenagem! Força! Roda! Gira! Grita! Dita o ritmo engrenagem! Mostra o pouco que você faz dessa vida.
Dúvida-precipício. Voo-fé.
Mundo cheio de muralhas. Dessas que nos partem bem ao meio
De repente quando parei pra pensar Também lá parada estava comigo A dúvida e sua sombra projetada no chão E só o que sei é da vontade enorme que tive De não mais tê-la que em mim abrigar nem que pra isso eu tivesse que dizer o sim ou o não Nem que a unica coisa que isso pudesse fazer fosse me arrebentar O arrebento jamais poderia ter sido em vão

The sky was bigger than that place

Ela parou um instante E sem pensar em olhar pra trás Ela fechou os olhos Depois os abriu de novo E então abrindo também os braços Ela saltou do chão e foi pra muito longe Pro alto,num um lugar que era tão distante Que até hoje ninguém sequer sabe onde

Fragmento a solevar

Por medo de altura ela imaginou a corda se esquecendo que o tempo todo sabia voar...

O poeta é um fingidor

Não posso ser eu se eu nem sei quem sou Se o que em mim reconheço é sempre dúbio Se minhas atitudes são só subterfúgios
E se de repente eu decidisse deixar O passado e partir pro futuro E assim resolvesse pular E deixar para trás esse muro Terei alguma coisa pra dar? Saberei dar um passo no escuro? Poderei então me contentar E no nada colher algum fruto? Ah, deixa eu parar de pensar! É quase hora de nascer de novo.
Pode estender a roupa no varal que agora eu só vou fazer tempestade em copo d'água.
As vezes eu não preciso ficar aqui mas não consigo ir à lugar algum eu tenho mania de criar muros enormes e poços profundos meus olhos não conseguem ignorar o que o coração ja sentiu ou não é o coração porra nenhuma, é apenas a carne, um vazio não sou muito esclarecido quanto a isso ou o que faço é apenas esconder um pouco as coisas que surgem quando me encontro meio louco com tudo o que a minha impaciência só aumenta com álcool, cigarros e isso cada vez mais me atormenta e então lá estou eu de novo com meus pensamentos misturados à meus olhos trincados, tão envergonhados. um palhaço de aço que ainda ri quando por dentro chora e depois que todos vão embora da cabeçadas pra ver se isso tudo piora parece gostar tanto de errar, de esperar sua vez passar de ser as vezes tão intransigente pra causar um impacto diferente fica remoendo até mesmo o presente, roendo a unha, rangendo os dentes e se eles um dia caírem todos da boca acho que é o espelho que então vai sorrir pra que eu desista...
Por que as vezes não sei que perguntas fazer Por que as vezes não aproveito minha vez de falar de calar , quem sabe, a voz que me rege Que me leva a pensar que pode estar certo tudo o que não faço enquanto quero tentar.
Penso nos sapatos que gostamos de usar Quando se é criança que quer ter identidade Aí vem a natureza, a vontade Que nos faz crescer mais e sentir saudade Do tempo em que os pés eram pequenos E cada passo demonstrava o equilibrio que perdemos

Franco atirador

Cansado da escuridão que lhe cerca, ele quer quebrar o céu acreditando que existe alguma coisa além dele, mas mal sabe ele que tudo é só imaginação. Tudo, inclusive ele.
o dia amanhecia e voltavamos pra casa voando...

A Fábrica

Na fábrica de lixo a produção nunca pára há maldade que se mistura a aura podre e fétida há os grupos intercambiando a burríce da fábrica de lixo onde me forço a trabalhar todos os dias Lá todos produzem, consomem e tornam-se o próprio lixo inclusive eu, que carrego os sacos contendo toda sujeira até o lugar onde os coletores também se contaminam

Half of

Não sou metade do que vejo com a metade da visão Eu nunca tenho nada inteiro e essa parte que me resta a metade que aqui tenho ah essa eu não quero não.