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É admirável toda vontade de vida? Por que não seria também admirábil a vontade de por tudo a perder? De uma só vez. Se é verdade que cada um tem mais que obrigação de saber nem que seja minimamente de si, talvez também seja verdade que cada um tem também o direito de não estar nem aí, seja diante do espelho ou seja diante de qualquer valor ou juízo pré estabelecido. Só que justo eu, que ainda acho que qualquer pergunta ou resposta forçada a ser generalizada sempre termina em equívoco, ainda assim me pergunto: Viver num mundo pensado e organizado por um pequeno mas bem (intencionalmente mal) agrupado número de canalhas, que não fazem nada além de impor valor e tirar proveito do pouco que é aprendido e produzido por tantos outros seres irreconhecidos, quantas vezes não faz a felicidade (assim como o açúcar é para as formigas), raramente parecer ao alcance ou durar tempo suficiente pra saciar tamanha ilusão?
Como é complicado tentar exprimir o inexprimível. Sobra palavra, falta verbo. Sobra pensamento, falta música... e quanto maior é a fala, menos se tem dizer... e noutro enorme intervalo de tempo, quanto silencio que jamais deveria ser adiado
Já nasci tendo febre, Ter paz pra mim, é manter uma lebre correndo solta em minhas veias ignorando meu sangue e nunca cabendo em qualquer espaço ou vão
É a galinha bota ovo ou é o ovo que bota a galinha?
Um estômago que não tinha parede Um chiclete grudado no âmago quase sempre de cara feia e sem direito algum de ter pensamentos

Felicidade Intoxicante

Tudo bem que esta minha afirmação talvez ainda esteja longe de ser ou assemelhar-se a qualquer verdade única. Tudo bem! Até porque também nem me cabe tamanha pretensão em continuar sendo tão desagradável. Não quero aqui entrar no mérito ou discussão de que por mais verdade que ela me pareça, de absoluta ela talvez não tenha nada. Suponho até que ela sequer exista. Todavia, entretanto, contudo, não obstante, entre poréns e tantos outros pesares, também não vejo nada que a impeça de ser também até hoje, senão a mais bonita, talvez a mais pura entre outras cada vez mais raras e problemáticas verdades. Que seja! Pois independente do tamanho absurdo que ela talvez tenha adquirido pra si, quem é que pode dizer o quanto ela foi realmente capaz de ultrapassar-se ou não em sua mera e convexa pretensão de ser? Supondo que tenha sido, ainda que eu admita sentir um certo receio. Teria sido ela suficiente enquanto verdade que se pretendeu?Teria ela resistido a um só dia nesse mundo aleatório que ta...