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Noite passada eu tive um sonho e me lembro de ter voado a noite inteira.
Parecia que fugia da policia por ter sido acusado de um crime que eu não cometi.
Havia quem acreditasse em mim, mas tive que ir pra longe pra não perder minha liberdade. E eu voei, pra muito longe sempre procurando um lugar pra me esconder ou alguem que pudesse me acolher.
Então num outro dia, mais tarde, de repente eu me vi voltando pra casa por uma estrada escura, os caminhões e carros que passavam me davam uma nítida impressão da morte sempre perto. Eu corria sem ter pra onde e com medo por pelo menos cinco minutos até a próxima saída. Imaginando a morte que nos chega em qualquer instante, ansioso, coração acelerado.
Nos meus sonhos eu voô mas eu sempre sinto a gravidade, esta me puxa pra baixo e me mostra o quanto tenho que estar atento pra não cair; não por ter medo de cair, em sonho meu medo inexiste. Certa vez sonhei que estava numa sangrenta batalha e com minha espada em punho sentia a lamina abrindo o peito de meus inimigos enquanto lutava pra me manter vivo.
Tenho que estar atento pra conseguir ir mais alto, atento pra ter força pra voar.
Eu nunca posso vacilar!, senão o chão fica mais perto. Não, eu não posso vacilar, senão meu peso me derruba.
O mundo e a vida são uma cela sem grades, onde o que me prende é a gravidade. Ela limita meus movimentos,posso em teoria ir pra onde eu quiser desde que permaneça com os pés no chão.
Porem nada impede minha mente que voa longe. Tive apenas meia duzia de tijolos pra poder imaginar os inúmeros castelos que espero um dia se tornarem reais como são em meus sonhos.

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