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Mostrando postagens de Setembro, 2008

O indefinido estende o presente

Durante uma mínima parte do dia posso realmente ser eu
distraír-me de tudo e estar longe do eu que me obrigo a ser
Que acredito ou não ser eu
Que me dizem que devo ser
dizem que a fé não precisa ser justificada
várias vezes engoli fracassos
e isso me fez desejar cuspir as tentativas
Por que isso? por que aquilo?
fé e justiça não me dizem mais nada
isso me pede que eu me jogue ao infinito, indefinido
estou acorrentado a práticas incertas
plantando a dúvida em minha mão que se estende
e esta não sabe se abre,
se fecha ou se deve com força agarrar o presente

A Fábrica

Na fábrica de lixo a produção nunca pára
há maldade que se mistura a aura podre e fétida
há os grupos intercambiando a burríce
da fábrica de lixo onde me forço a trabalhar todos os dias
Lá todos produzem, consomem e tornam-se o próprio lixo
inclusive eu, que carrego os sacos contendo toda sujeira
até o lugar onde os coletores também se contaminam

Half of

Não sou metade do que vejo
com a metade da visão
Eu nunca tenho nada inteiro
e essa parte que me resta
a metade que aqui tenho
ah essa eu não quero não.

realidade?

Causa e Efeito

Consumir neste instante
viciar e possuir
vou ser forte o bastante
qualquer dia vou sair
talvez...

consumir todo tempo (o tempo vai sumir)
esquecer cada momento (o momento nunca existiu)
e não ter incentivo (todo mundo ficou distante)
e chorar sem motivo (quem é amigo neste instante?)

Não vou mais procurar você
então me deixe em paz e vá

no passado eu não vivia
não era fome o que eu sentia
um sorrizo eu não via, tentei melhorar
e a dor vai passar enquanto eu cantar

Não vou mais procurar você
então me deixe em paz e vá

não vou mais precisar de você
então me deixe em paz e vá

Autor: Thiago Braga
Nem sei quantas vezes morri
Pra poder voltar a viver
Nem sei quantas vezes escolhi
Uma outra direção
Agora eu sei, aprendi
Nem tudo se pode entender
Agora eu sei, decidi
Que o sacrificio é a razão

Cinco minutos

E quando você não ouve, não lê
Não fala, não vê
Se nega a pensar
Em acreditar?

Me diga por que você não ouve, não lê
Não fala, não vê
Mergulha na própria
Ilusão de viver?

Você ja chorou sózinho
por encontrar no caminho
coisa a que você se apega,
se cega, e implora pra não existir

Algo intenso e raro
Que te remete à um passado
E então você se senta e espera
apenas cinco minutos
e aquilo tudo ja era.

Lummu (IDM/Experimental)

From Leeds, Yorkshire,Northeast - Reino Unido
A computer from comet, a piano from the parish church, a broken microphone stolen from university, a herbal nun in the wardrobe, a grizzly bear under my bed and finally a young man from Leeds - Luumu - www.myspace.com/Luumumusic
Velhas canções, novas gravações:
Five ways to drown without water e real Failure
Ouça em: myspace.com/abandasemnome

Céu Escolhido

Eu não sei o que você está tentando
me deixe sozinho no meu quarto
Eu não sei o que fazer quando eu sei
que eu te amo
te odeio e só estou tentando não ficar só
Boa noite por esta noite
Eu sei que fora daqui há
uma noite pra aproveitar
uma ou mais festas pra ir
Eu preciso de alguem diferente
pra me dizer coisas diferentes
Eu quero me sentir livre
Que posso ser o cara perfeito
Minha vida mostra que estou no meu lugar
Mas eu vivo ouvindo que
tenho que experimentar outros caminhos
Tentar outros caminhos e não perder o meu tempo
apenas ter tempo pra conhecer o céu
Minha querida eu não estou pronto
pra escolher um cheiro pra suas flores
uma cor pro céu
com isso tenho aprendido
e tudo que eu sei
Eu não estou sozinho
Você não está sozinha
Eu estou contente por conhecer outras pessoas
e outros cheiros, outros corpos
em outras cidades
Acordar numa cama estranha
e não me lembrar de quem ela é
São quinze pras cinco
é hora de decidir
entre permanecer aqui dentro
ou me dar outra chance
de pintar minha vida.

Texto de: Gustavo d…