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Tenho me proposto a fazer coisas
que as vezes não consigo
As vezes penso que eu posso
mas meu esforço é inconstante
e enquanto o mundo espera por mim
eu sei que eu espero outro fim
estou perdido entre os sonhos
que não percebo se construo, se destruo
todo instante em que eu me anulo
que nego o que a vida quer me dar.

Eu preciso parar de pensar
pois dizem que de pensar morreu um burro
que sequer soube pedir socorro
e eu que sempre me calo tanto
vou acabar um dia me encontrando
feito pedra que não sai do seu lugar
a não ser que o vento, a chuva, a mão humana
me remova pra um lugar indefinido
onde as ações não precisam ter sentido

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...) enfrentei pela primeira vez o meu ser natural enquanto decorriam os meus (...) anos. Descobri que a minha obsessão de que cada coisa estivesse no seu lugar, cada assunto no seu tempo, cada palavra no seu estilo, não era o prêmio merecido de uma mente ordenada mas, pelo contrário, um sistema completo de simulação inventado por mim para ocultar a desordem da minha natureza. Descobri que nunca fui disciplinado por virtude, mas como reação contra a minha negligência; que fiz questão de parecer generoso para encobrir a minha mesquinhez, que só passei por prudente por ser pessimista, que fui conciliador por não querer sucumbir às minhas cóleras reprimidas, que só fui pontual para que nunca soubessem que pouco me importava o tempo alheio. Descobri, por fim, que o amor nunca passou de um estado de alma mas que apesar e além disso também foi um dos mais belos signos de todo Zodíaco. Gabriel García Marquez - Memória das Minhas Putas Tristes