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Eu não vivo sem ter motivo

A vida inteira o que me fez despender energias pra mover minhas entranhas e músculos pra saír do lugar foi o fato de ter uma força externa lancinante agindo, alguma provável espécie de estímulo. Só que na maioria das vezes que tive a necessidade de locomover-me, acredito que o tenha feito exatamente pela total falta disso. E eu sei que isso é normal e que é assim que se vive, que não dá pra ficar se dependurando nas pessoas e coisas por aí e também não dá pra ficar sempre se rastejando e se lamentando por as vezes nada poder possuir. Mais cedo ou mais tarde eu de novo terei que ouvir o acaso dizer que é sozinho e com nada nas mãos que sempre deverei seguir. Ah mas pra que isso tudo então? Eu não vou mais sair do lugar se não tiver pelo menos algum motivo, e também não pode ser que motivo seja sempre não ter pra então precisar procurar, não pode ser que um motivo tenha sempre que ser o vazio que tantas vezes eu sinto, não pode ser que seja sempre só isso. É, na verdade eu não vou parar enquanto não achar um motivo pra também poder descansar... Ah e eu não acabei ainda,ainda não me dei por vencido, ainda não estou convencido ...e isso não pode ficar assim, isso não deve e não vai de jeito nenhum terminar aqui.

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Jamais conheci maneira completamente segura de conseguir ser feliz. Com frequência eu até me esforcei na tentativa de planejar fazer algo ou minimamente estabelecer novos planos só pra não perder-me de vista entre os mínimos atos possíveis ou absurdos realizáveis até o fim de mais este dia repleto de tédio. Me esforcei muito! E algumas vezes me arrisquei tanto que quase pensei que seria capaz de me planejar por mais alguns dias depois... Só que eu jamais compreendi o bastante nas mínimas vezes em que estive diante das armadilhas que me foram pregadas, arapucas feitas de marteladas que quase nunca se importaram com praticamente nada que de certa forma ainda precisasse e quisesse resistir a tantas pancadas, a tantos intervalos sádicos, que provavelmente se importavam menos ainda com um próximo instante ou porvir. Quem vai me provar que não somos também, que não existimos e agimos feito esse mesmo martelo, que quem sabe noutroras, daqui a pouco, vai me bater como quem nada sabe ou como quem não quer saber o que ainda virá amanha! Enquanto eu jamais me senti pronto pra tanto ou pra nada, sempre que pude eu tentei aproveitar minhas sensações da maneira mais competente possível mesmo que eu ainda estivesse diante das mesmas situações e com a maior das complicações. A cada oportunidade que tive fiz o que pude por mais que ainda não conseguisse aproveitar minhas melhores sensações da melhor maneira possível mesmo que novamente diante das mesmas situações, com a menor das complicações. Mas preciso admitir a competência que sempre tive em estragar quase tudo que algum dia eu tive habilidade e a vontade de poder conquistar, sem querer sempre agi como quem na verdade só quis estragar quase tudo Sempre busquei o melhor esperando o pior Sempre busquei o melhor por mais que no fundo eu só me sentisse cada vez pior

Jamais conheci maneira completamente segura de conseguir ser feliz. Com frequência eu até me esforcei na tentativa de planejar fazer algo ou minimamente estabelecer novos planos só pra não perder-me de vista entre os mínimos atos possíveis ou absurdos realizáveis até o fim de mais este dia repleto de tédio. Me esforcei muito! E algumas vezes me arrisquei tanto que quase pensei que seria capaz de me planejar por mais alguns dias depois... Só que eu jamais compreendi o bastante nas mínimas vezes em que estive diante das armadilhas que me foram pregadas, arapucas feitas de marteladas que quase nunca se importaram com praticamente nada que de certa forma ainda precisasse e quisesse resistir a tantas pancadas, a tantos intervalos sádicos, que provavelmente se importavam menos ainda com um próximo instante ou porvir. Quem vai me provar que não somos também, que não existimos e agimos feito esse mesmo martelo, que quem sabe noutroras, daqui a pouco, vai me bater como quem nada sabe ou como q...