Pular para o conteúdo principal

Inócua Iniquidade

Minha opinião é a de que tudo talvez simplesmente se refira ao modo com que aprendemos a olhar para cada situação ou como cada situação (coisa muitas vezes já pronta), ignora qualquer um que se depara com ela. Que nada está verdadeiramente pronto todos estão mais do que carecas de tanto saber, mas partindo dessa ideia, fica claro portanto, que tudo está sempre em constante mudança. Há milênios o ser humano admira o céu e este céu olha de volta pro homem até hoje como se parecesse com o mesmo céu estático e estupefato de antigamente, nem por isso a lua ou o sol, as estrelas ou as suas constelações deixaram de mudar de lugar no espaço tempo durante. Certo é que estes sempre continuaram mantendo suas órbitas constantemente. Só que às vezes sugerindo um movimento pequeno e irreconhecível que esteve relacionado a distancia e o tempo que estas órbitas percorrem e outras vezes sugerindo um movimento pequeno e irreconhecível mas que está relacionado a distancia e o tempo do olhar de quem ainda se preocupa em observá-los. Talvez seja por essas e outras que o próprio movimento e mudança sugeridos por um único homem entre tantos outros que o cercam quase sempre parece comparavelmente menor e mais interno como também parece estar constantemente suprimido pelo movimento do todo. Todo este, que se vê longe de, ter necessária aptidão ou disposição pra se dar conta de qualquer coisa. O todo ainda é o mesmo de sempre,continua sendo o dono caprichoso do mesmo gênio incompreendido de ontem e hoje. Já o uno, é de novo o mesmo visionário iníquo e inócuo, só que está cada vez mais cego e mais louco. Bem que seria uma dialética interessante essa que corre seja no oceano ou no estagno, entretanto, sendo só mais um diletante, não me sinto nada pronto ao ponto de achar que posso estagnar ou estigmatizar coisas assim ora tão risíveis ora enfastiantes. Certas magnitudes não cabem em qualquer assunto. E palavras ao vento ou não, bom era o tempo em que eu costumava olhar para determinadas mudanças com olhos não tão suspeitosos. Hoje em dia, por menos que eu possa mirar o meus olhos em qualquer coisa visível, me acabo, e acabo suspeitando ainda mais do que vejo... É como um incerto professor e escritor de um único livro que eu consegui ler certo dia me esclareceu: Algumas coisas só mudam pra que possam permanecer exatamente as mesmas... Falando por mim: Penso que muitas vezes, e mais ainda quando tudo se resume à um mero acaso e ao fato de simplesmente aceitarmos ou não as situações dolorosas e inevitáveis que por tantas vezes estamos sujeitos a passar, de tão ruins que acabamos transformando estas mesmas, necessitamos de mais e mais definições eufemistas, pra que na prática, nós não consigamos deixá-las ficar ainda piores. A fio sigo o meu pensamento! Pois fio que ainda é fio independe do quanto se parece leve ou fino, fio que é fio independe do quanto é capaz e vai acabar se tornando pesado e rombudo. Ainda que eu jamais consiga passar este fio por um único buraco de qualquer agulha, me sinto grato se este único fio pelo menos me deixa lidar com ele, mesmo sem habilidade pra lhe tecer ou lhe impor qualquer coesão. Ah e veja só isso! Minhas mãos estão começando a tremer! Tamanho é o afinco com que vou me enrolando cada vez mais por entre a trama deste meu pensamento ilógico. Tendo logicidade ou não, quanto mais eu ainda acho que até seria capaz de tramar o fim disto tudo, cada vez mais vou ficando des(afiado) de pensamento.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Jamais conheci maneira completamente segura de conseguir ser feliz. Com frequência eu até me esforcei na tentativa de planejar fazer algo ou minimamente estabelecer novos planos só pra não perder-me de vista entre os mínimos atos possíveis ou absurdos realizáveis até o fim de mais este dia repleto de tédio. Me esforcei muito! E algumas vezes me arrisquei tanto que quase pensei que seria capaz de me planejar por mais alguns dias depois... Só que eu jamais compreendi o bastante nas mínimas vezes em que estive diante das armadilhas que me foram pregadas, arapucas feitas de marteladas que quase nunca se importaram com praticamente nada que de certa forma ainda precisasse e quisesse resistir a tantas pancadas, a tantos intervalos sádicos, que provavelmente se importavam menos ainda com um próximo instante ou porvir. Quem vai me provar que não somos também, que não existimos e agimos feito esse mesmo martelo, que quem sabe noutroras, daqui a pouco, vai me bater como quem nada sabe ou como quem não quer saber o que ainda virá amanha! Enquanto eu jamais me senti pronto pra tanto ou pra nada, sempre que pude eu tentei aproveitar minhas sensações da maneira mais competente possível mesmo que eu ainda estivesse diante das mesmas situações e com a maior das complicações. A cada oportunidade que tive fiz o que pude por mais que ainda não conseguisse aproveitar minhas melhores sensações da melhor maneira possível mesmo que novamente diante das mesmas situações, com a menor das complicações. Mas preciso admitir a competência que sempre tive em estragar quase tudo que algum dia eu tive habilidade e a vontade de poder conquistar, sem querer sempre agi como quem na verdade só quis estragar quase tudo Sempre busquei o melhor esperando o pior Sempre busquei o melhor por mais que no fundo eu só me sentisse cada vez pior

Jamais conheci maneira completamente segura de conseguir ser feliz. Com frequência eu até me esforcei na tentativa de planejar fazer algo ou minimamente estabelecer novos planos só pra não perder-me de vista entre os mínimos atos possíveis ou absurdos realizáveis até o fim de mais este dia repleto de tédio. Me esforcei muito! E algumas vezes me arrisquei tanto que quase pensei que seria capaz de me planejar por mais alguns dias depois... Só que eu jamais compreendi o bastante nas mínimas vezes em que estive diante das armadilhas que me foram pregadas, arapucas feitas de marteladas que quase nunca se importaram com praticamente nada que de certa forma ainda precisasse e quisesse resistir a tantas pancadas, a tantos intervalos sádicos, que provavelmente se importavam menos ainda com um próximo instante ou porvir. Quem vai me provar que não somos também, que não existimos e agimos feito esse mesmo martelo, que quem sabe noutroras, daqui a pouco, vai me bater como quem nada sabe ou como q...
Já ouvi falar em marido de aluguel mas isso não me serve , será que não existe esposa de aluguel dessas bem valentes que caçam baratas até encontrá-las e enfim exterminá-las?